terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Iná Poggetti


Aqui entre nós.

Uma família unida é sem dúvida uma visão encantadora que faz inveja a muita gente.

Visamos sempre aquela união, especialmente nessa época de festas, querendo que tudo de certo, que tudo vá bem, que nada atrapalhe as relações com aqueles que amamos.

Há vários pontos soltos nessa forma de olhar para os outros e outras uniões de família.

Raramente o funcionamento interno de uma família é aquele que você vê. Geralmente, no âmbito familiar as coisas são um pouco, (senão muito) diferentes daquilo que se apresenta aos olhos da maioria.

Vamos nos arriscar olhar mais de perto.

Usando minha experiência profissional e minha experiência de vida posso lhe dizer que, ao olharmos mais de perto podemos ir da confirmação daquilo que pensamos ser uma relação familiar até uma total negação da visão que tínhamos e invejávamos, queríamos para nós também.

Não tenho intenção de destruir sonhos nem ideais de vida das pessoas. Tenho  a intenção que tenhamos sonhos e ideais baseados em verdadeiros modelos de relação familiar.... ou o mais próximo possível.

À medida que idealizamos algo para nós, baseados em suposições que temos a respeito de outras relações familiares, estamos na verdade caminhando mais e mais longe de alcançarmos objetivos.

Estaremos, na verdade, buscando relações que não existem senão em nossas fantasias.

O melhor início é sempre com o que temos. Não com o que “achamos” que outros têm.

Comunicação, é um dos fatores que faltam grandemente em relações aparentemente tranquilas. Vemos pessoas que não brigam, que não discutem, que concordam em gênero, número e grau com os outros e queremos aquilo pra nós.

Quando, em uma relação familiar não vemos discordância, pode estar certo que alguém daquela relação está deixando de se posicionar a respeito de seu modo de pensar. Alguém está se omitindo sobre suas posições e sobre si mesmo.

Isso costuma gerar uma falsa ideia de harmonia e a impressão de tranquilidade nessa relação familiar.

É o que quem está de fora vê. Mas pode ter certeza que muito conflito e ansiedade paira sobre essa mesma relação.

Em uma relação familiar que não haja discordância, a tendência é que alguns de seus membros estejam dissimulando grandemente sobre sua própria personalidade.

Cada um de nós é diferente e tem formas diferentes de pensar a respeito de ocorrências e cada um de nós traz uma história de vida completamente diferente do outro, mesmo que seja entre irmãos.

Quando se trata do casal então, isso é mais forte ainda se considerarmos, mesmo que de forma simplista, somente a educação de onde cada um provém. Há muito outros fatores que realçam essa diferença entre as pessoas, como o sexo, idade, tipo de educação, religião, etc.

Acredito que a grande censura que paira sobre discordar, seja em primeira instância, a suposição que em discordando tem que necessariamente haver briga, confusão ou conflito.

Não! Discordar de alguém não significa briga. Cada um de nós pode desenvolver de tal modo sua autonomia que, discordância seja prerrogativa de aprendizado, aquisição de muito mais alternativas do que tínhamos antes.

Discordância pode significar acréscimo, melhoria, pode significar, enfim troca, solidariedade, amizade, compartilhamento entre todos.

Para 2013, desejo o melhor para todos, e que as discordâncias sejam o começo de uma nova forma de olhar para o mundo e uma nova forma de viver melhor e com mais autenticidade.

Abraços, Feliz Ano Novo

Iná

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